Ode ao Prelúdio


E eu quem sou?
19/04/2018, 2:29 PM
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Eu sou só estatística
Estudando poesia
curso básico em linguística
Sou comentador social

Eu sou só numeral
Verbo, ponte e vogal
Mas não quero saber
Não me trato ao normal

Eu sou só isso tudo
Esse monte de mundo
Caído, perdoado
Hora vivo, hora moribundo.

Sou Pedaço de pão
Sou o alvo do cão
Regenerado por amor
Restabelecido ao louvor

Avançando em medida
Altura, criatura perdoada
Filho voltando pra casa
De mãos dadas com o amor.

Danilo Tavares

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16/03/2018, 11:26 AM
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Não é sobre “ensinar a pescar” é mais que isso, é bem mais… É tipo ensinar, dar vara e gritar “ela/ele vai pescar aqui junto com a gente sim!” A margem do rio não é acessível a todos (as vezes chegar a ela é como horário de pico na estação Pq D. Pedro, vc espera de 6 a 10 trens até que possa chegar perto, quando não desiste, desenvolve antipatia ou alguma doença moderna e ao conseguir entrar ao invés de  se sentir um vencedor, graças ao processo vc se sente um lixo) e por não se acessível a todos precisamos, nos que já estamos dentro do Rio melhorar o acesso para que outros possam chegar.

Se a gente acredita que tem voz mas não abre a boca algo está errado, se acreditamos que temos influência e não usamos talvez precisemos rever algumas coisas na nossa vida.

Danilo Tavares



“Todos temos as mesmas 24 horas”
28/11/2017, 4:34 PM
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-Todos temos as mesmas 24 horas meu caro.
Disse o jovem rapaz para José que mora na Cohab Barro Branco II, que trabalha de segunda a sábado e leva aproximadamente 2h36m para chegar em seu emprego as 7 da manhã em Moema. José costuma sair do trabalho as 18 horas e chegar as 20:15 no cursinho que faz, próximo a estação Guilhermina Esperança, sai de lá pontualmente as 22:00, chega em casa as 23:30 (nos dias de bom fluxo), toma banho, come algo, conversa com a família e vai dormir.
Não há emprego na Zona Leste para profissionais como José.
Não há moradia que José possa pagar perto do seu trabalho na Zona Sul.
José tem as mesmas 24 horas que todo mundo.

Danilo Tavares



Dinheiro
28/11/2017, 4:27 PM
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Dinheiro é o nome que damos para quase tudo o que precisamos mas não sabemos como ter.

Danilo Tavares



a volta.
14/10/2016, 2:27 PM
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A viagem foi linda, meus olhos não se cansam de buscar mais e mais, mas a volta me guardava você. Lembro do meu coração explodindo e minha dificuldade em organizar as palavras me fez apenas pedir para que fosse minha, ingênuo e cheio de si, pensei em todo o depois que você dissesse sim e viajei no que estaria por vir.
Você disse não.
Eu me remoí, não vi mais nada, todo aprendizado, o romantismo em vão e tão só me enfrentei e disse “Tudo bem!” e esperei e esperei e voltei a investir, fali.
Perseverança é uma dadiva da qual poucas vezes na minha vida pude aproveitar seu gosto, e refletindo sobre isso agora chego a conclusão que não houve um momento em que perseverar não tenha valido a pena. Que pena não ter pensado nisso antes, que bom que não deixei de pensar.
Você sempre vale a pena menina, esperar a nuvem negra passar, esperar você terminar de falar, esperar você repensar, sempre vale esperar para ouvir você falar. Eu queria tanto que você fosse parte minha com total isenção de limites impostos que nem notei que pra isso era preciso se fazer seu, me dando de forma que nunca havia feito antes. Daí fui me descobrir e logo quando o novo eu apareceu lá estava você pra ter o novo só pra você, e assim seria e assim será.
Voltemos, a eterna caminhada nos espera.

Danilo Tavares



Entre a vida e a morte
04/02/2016, 6:08 PM
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Se perder de vista já nos gela o coração, imagina quando nossas esperanças são enterradas frente aos nossos olhos? Nosso coração já não parece funcionar muito bem.
Lembro da sensação de ver meu irmão e tios partirem, com o tempo meu coração foi se acostumando a perder, era como se parte do que entendia ser a vida real já não existisse mais… O tempo passa, as relações mudam, os relacionamentos amadurecem e nossa mente trabalha de novas formas.
 
Tá, não vou dizer que me acostumei, ainda há tristeza na perda e ninguém deve se acostumar com a tristeza, mas diferente de antes, minha esperança não está no que meus olhos conseguem captar.
 
Sabe, sempre gostei de crianças, sempre amei brincar, conversar viajando nas idéias, inventar vozes e estórias, mas a experiência de ter de alguma forma gerado uma criança é ainda mais gostosa e profunda, risos que parecem com o nosso, beleza que puxou da mãe, um mindinho que lembra o da avó, em cada detalhe uma descoberta do que não parece nada novo, é como se aquele ser fosse todo um remendo daqueles que amamos, até que olhamos com mais atenção e vemos que não tem nada a ver… É coisa da nossa cabeça, ou não? Parece que dia após dia vemos e desvemos neles nós mesmos ou outros.
 
Nascem e morrem todo dia, e entre a vida e a morte há vida e morte.
 
Bom, essas são as perdas, as baixas, as partidas. Não há substituição, não há como substituir o amigo, o pai, o filho… E do começo ao fim mudamos, mudamos e mudamos, uma constante que não há como parar, uma bola que desce morro abaixo arrasando e arrastando tudo e todos. Quando nascemos vidas mudam, e quando morremos? Vidas mudam. Todos temos um grau de influência, interligados por linhas invisíveis chamadas de relacionamentos.
 
Hoje em dia, como disse antes, minha esperança não está mais no que meus olhos veem, a esperança encontrou o seu lugar em mim e entre o nascimento e a morte existe algo mais importante do que começar ou terminar, existe a oportunidade, as escolhas, a decisão, um dia uma decisão fez brotar no mundo Amanda, e da decisão minha e dela fez brotar Nina, um pouco de mim, de Amanda, de Gerson, de Edimilson, de Maria, de Rosilda e de tantos e tantos mas no entanto única pois se tentarmos reproduzi-la novamente não sai Nina, nunca mais sai Nina, Nunca mais sai Amanda, Nunca mais sai Gerson… E taí a beleza da partida, mais do que as lembranças, ficam as mudanças que quando vão, deixam em nós.

Danilo Tavares



Ama.N.da(n)
26/11/2015, 12:51 PM
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Quais tons te tocam?
Que sons te movem ao centro da sala?
Quanto tempo não te tiro pra dançar?
Todo dia é assim, sinto falta do teu cheiro, teu beijo
Teus braços tentando me envolver como um grande laço que embrulha um presente esperado.
Eu pensei que te amava, você também,
Daí lembrou como amar, me ensinou, eu amei!
Daí pude então te amar.
Gosto da mudança do teu corpo,
Do teu gênio, do intelecto, do teu reflexo,
Gosto de tudo que tem a ver contigo,
Se esvaziando, crescendo, me surpreendendo,

Me prendendo entre teus dedos.
Fizemos do nosso amor um fruto permitido,
Mais uma menina para os olhos de Deus,
E eu só posso a amar porque te amo, porque o Pai me amou primeiro.
Eu gosto das tuas mãos, finas, que parecem dançar nas cordas do violino,
Dos seus sóis sustenidos no violão e do seu sorriso aberto mostrando todos dentes.
Gosto da sua sobrancelha levantando me questionando,
E como sorri, eu amo o seu sorriso.
Teus olhos me indicam tanta coisa, e eu não me canso de te olhar dormir.
Caminhamos juntos a quanto tempo?
Ainda não é o bastante.

Danilo Tavares