Ode ao Prelúdio


Filhos
23/04/2014, 12:39 PM
Filed under: Cartas, tempo e algo maior

Meus problemas são como pedras lançadas em um lago sem peixes.
A palavra do dia é “inquietude” o verbo é Amar.
Se soubesse o resultado de todas minhas tentativas, muitas delas não tentaria, seria uma economia de tempo e economia de tempo é restrição de aprendizado. As habilidades tem preço, e nem sempre acompanham um cifrão.
A criação está sendo louvada, adorada, a natureza é nomeada de mãe. Uma mãe sem braços, sem pernas, sem olhos, sem ouvidos, sem boca para beijar seus filhos, uma mãe sem proteção, jovem em sua vitalidade, velha em suas necessidades. Ao invés de cuidar, esperamos ser cuidados por ela. A Natureza não pediu pra ser chamada de mãe.
Crescemos e nos distanciamos dos direcionamentos dos pais e as belezas nos embriagam, a beleza da criação, a beleza da dança ou da música, da expectativa, da esperança mal colocada, dos olhos de um belo rapaz ou da graciosidade do rebolado de uma mulher, naturalmente somos filhos. Alguns mais velhos outros mais novos, todos buscando o alimento que nos sustentará até o fim da vida ou por toda a eternidade.

Danilo Tavares

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